sexta-feira, 4 de agosto de 2017

about my love story

não sei desde quando ou a partir de que momento deixamos de ser amigos para sermos "nós".

o Guilherme entrou na minha vida quando eu mais me considerava dona de mim mesma - eu não precisava de ninguém, eu tinha quem eu quisesse, quando quisesse. Era um jogo demasiado simples para mim, do qual eu já conhecia as regras de cor e salteado!... e de repente, o amor! um novo jogo que eu pensava conhecer, mas do qual só tinha saboreado a paixão.

hoje eu sei que existe uma diferença entre amor e paixão. por mais intensa, louca e forte que seja a segunda, nunca será comparável com o amor.

tenho aprendido muito sobre amar e ser amada com o Guilherme. muito mais do que eu podia imaginar conseguir com os meus 23 anos de idade - que parecem tanto para certas coisas e tão pouco para outras.

a paixão pode ser arrebatadora. pode ser imensa, mas não é nada quando comparada com o amor verdadeiro, com o amor que é amor. eu não sei explicar o que é o amor, mas quando penso na palavra vêm-me logo duas coisas à cabeça: a minha família e o Guilherme.

a paixão, por sua vez, é algo que nos aquece, que dá vida e desejo, é algo fugaz - porque ou fazes o que sentes ou passa o momento e não sabes se continuas a ter lugar- já o amor, é duradouro, é paciente e aceita falhas.
entre um e outro, eu escolho o que mais me acalenta o coração, que me deixa confortável e que me diz que por mais que eu falhe, estará sempre comigo - e pasmem-se- para me ajudar a ser melhor, porque não são os outros que interessam, somos nós os dois.
com erros e defeitos, estaremos sempre nós os dois.
nos dias bons e nos que são menos bons, nós os dois.
nos dias mais prósperos e nos dias mais pobres, nós os dois.
quando eu mostro para o mundo que estou bem, e ele sabe que não, nós os dois.
quando um precisa de força e o outro é uma força da natureza, nós os dois.
quando nada de bom acontece, nós os dois.

aprendi, não sozinha, que é preciso ser-se paciente quando o meu mundo girava a velocidade da luz; aprendi, embora não sozinha, que é preciso ceder porque "não vale a pena insistir nas zangas"; aprendi, com ele, que a alma deseja mais do que aquilo que os olhos acham bonito e assim passei a aceitar o que eu via no meu corpo como defeito e vi que ele me amava verdadeiramente, a nu e cru, com tudo o que eu não gosto em mim, ele gostava. será isso possível?!

não sei, mas acredito que tenha sido Deus, com todas as minhas rezas, que tenha colocado alguém no meu caminho para me iluminar, para não me fazer desistir, para mostrar que tenho muito mais para dar e que queira crescer comigo. alguém que aceite e que se dê com a minha família maluca e com o meu jeito nômade de ser. quando, cada vez mais, eu acreditava que não existia ninguém para ser o meu par - quando, apesar de a Fi dizer que para cada tacho existe um testo e eu me achar uma frigideira - apareceu alguém que se moldou e encaixou em mim aos poucos, à medida que eu me fui moldando e encaixando nele, com medo de o magoar, porque... porque, porra, nunca vi melhor pessoa na vida, e não o queria magoar e sei que sempre faço merda. são três anos e meio e ainda cá estamos, firmes e fortes ! não sei onde estaria e o que estaria a fazer se não estivéssemos juntos, pelo que agradeço aos céus por não termos desistido até hoje.

talvez tenha sorte, talvez esteja iludida. mas se for ilusão, será esta a mais forte e a mais maravilhosa que eu tive até então. e se um dia acordar do nosso conto de fadas, sei que serei uma pessoa mais fria e dura do que o que já fui até agora e para voltar a acreditar, será extremamente difícil, porque não se encontram dois "Guilherme's" na mesma vida e foi uma sorte tê-lo encontrado!

até agora e enquanto nos fizer bem .. vou te amar e guardar no coração para sempre, meu amor lindo.

domingo, 28 de maio de 2017

fomos feitos um para o outro, só não estamos juntos. será? provável.. procuro o que tu tens, tu queres o que eu sou - no fundo sabemos que nos completamos, e encaixamos e combinamos da melhor maneira possível, mas...
nunca percebi porquê sempre tem de haver um 'mas...' que modifica tudo e impossibilita.
vamos tendo encontros e desencontros nesta vida. vamos envelhecendo, vamos mudando, vamos aprendendo a gostar de coisas do outro, vamos notando que afinal o outro não mudou assim tanto..
à conclusão nunca se chega, um ponto final não se põe quando alguém se despede com 'eternas saudades'. é cíclico, vicioso !

mas vejo o quanto poderíamos ter sido bons juntos.

sábado, 20 de maio de 2017

explicando a saudade

a saudade é uma palavra nossa - o idioma português tem destas particularidades - e é apenas uma palavra tão pequena, tão simples, que entra em poemas, em letras de músicas, em simples versos, ou é apenas dita sozinha e significa tanto!

Saudade dói, aperta e corroi o coração, por dentro - mesmo dentro do peito há uma sensação de falta. É sentir-se incompleto, partido e não inteiro ao mesmo tempo. Por mais que "incompleto, partido e não inteiro" signifique quase a mesma coisa, sente-se todas estas insuficiências em simultâneo. É dos sentimentos mais fortes, que movem pessoas! Ai a saudade... como é que tão poderosa! Como desconcentra mentes, tira forças, dá vontade de fugir...

Eu tenho saudades quase como se fosse uma doença crónica da qual jamais me vou livrar. Tenho saudades da minha mãe, do meu irmão, da minha família. E agora do meu namorado que foi embora há apenas algumas horas. A saudade é imensa e vai sempre aumentando, até que congela, porque afinal não se pode morrer de saudades ! (Sorte a minha).

Ter saudades de alguém, de algum momento da nossa vida, de um lugar é normal. Mas por que? Há dias ouvi uma música que não conhecia, de um cantor brasileiro, que dizia "se tá todo mundo mundo, por que é que tá todo mundo tão separado então?".

Buscamos coisas novas, distrações novas, pessoas para preencher esse vazio que eu referi, enchemo-nos de vícios para nos abstrair um bocado da realidade, aliviar a mente de modo a não perder a sanidade.

Saudade é uma filha da puta malvada. O que aconteceria se não existisse esse sentimento?