sinto-me tão bem. senti a necessidade de escrever porque é o que faço quando estou na crista da onde ou no fundo do poço.
hoje senti uma 'contentação' tão grande, tão satisfeita com o que sou, de onde estou, do que tenho, do que faço, do que fiz, do que estou prestes a fazer e do que me aguarda. tenho esperança, estou cheia de fé.
hoje eu vinha no autocarro a subir a Avenida da Liberdade, sentia-me a pessoa mais sortuda do mundo. vinha sozinha, tenho pouco mais de 30€ no cartão (e é tudo o que tenho) e sinto-me ainda assim plena. acho que já me contentei com a ideia de que é isso que eu tenho e é o que eu tenho de gerir por agora, porque sei que não vai ser sempre assim. eu sei que tenho algo em mim. aceito de braços abertos tudo o que a vida tem para me oferecer, eu sei que há retorno. eu só consigo pensar na minha mãe, no Jorge e no Alessandro. espero, por tudo, estar no caminho certo. porque acredito que estou, nada é por acaso.
tudo o que eu sou hoje é por causa da minha mãe. a responsabilidade veio dela, e de toda a experiência que ela me proporcionou. a capacidade de ouvir, pelo bem e pelo mal, também veio dela, que muito fala e nada ouve - às vezes, ouve - o que me fez aprender a ouvir mais do que falar. a capacidade de trabalho e espírito de sacrifício também, que é a pessoa mais forte, trabalhadora e honesta que conheço.
ao meu amor, que tanto me apoia numa inconsciência mútua, todo o meu coração! e agora estou a pensar no Guilherme, que só pode ser o amor da minha vida pra sempre, porque ainda me consegue aturar, fazer bem e manter-me interessada. é um perfeito equilíbrio estimulante.
obrigada, Deus, por tudo.
sexta-feira, 26 de outubro de 2018
terça-feira, 3 de outubro de 2017
Outubro de 2017
e eu estou num turbilhão de emoções que eu já nem me reconheço. pareço uma pessoa 'oculta' que omite coisas dos outros. preciso de ter certezas para que a minha vida se desenrole normalmente. já estou quase enlouquecer!
a faculdade faz muito mal às pessoas, faz. ou eu é que tive a experiência toda, desde o início até ao fim, com o melhor e pior que os "verdes anos" tem a oferecer. apanhei tudinho !! há anos atrás, quando entrei, sentia-me capaz de conquistar e dominar o mundo. foram-nos tolhendo, cortando a voz, atando as nossas mãos com mil e uma limitações, critérios e coisas que uma pessoa tem de seguir e ainda nos prendem por um pé, a uma bola gigante de ferro que não me deixa voar.
preciso voar.
a faculdade faz muito mal às pessoas, faz. ou eu é que tive a experiência toda, desde o início até ao fim, com o melhor e pior que os "verdes anos" tem a oferecer. apanhei tudinho !! há anos atrás, quando entrei, sentia-me capaz de conquistar e dominar o mundo. foram-nos tolhendo, cortando a voz, atando as nossas mãos com mil e uma limitações, critérios e coisas que uma pessoa tem de seguir e ainda nos prendem por um pé, a uma bola gigante de ferro que não me deixa voar.
preciso voar.
sexta-feira, 4 de agosto de 2017
about my love story
não sei desde quando ou a partir de que momento deixamos de ser amigos para sermos "nós".
o Guilherme entrou na minha vida quando eu mais me considerava dona de mim mesma - eu não precisava de ninguém, eu tinha quem eu quisesse, quando quisesse. Era um jogo demasiado simples para mim, do qual eu já conhecia as regras de cor e salteado!... e de repente, o amor! um novo jogo que eu pensava conhecer, mas do qual só tinha saboreado a paixão.
hoje eu sei que existe uma diferença entre amor e paixão. por mais intensa, louca e forte que seja a segunda, nunca será comparável com o amor.
tenho aprendido muito sobre amar e ser amada com o Guilherme. muito mais do que eu podia imaginar conseguir com os meus 23 anos de idade - que parecem tanto para certas coisas e tão pouco para outras.
a paixão pode ser arrebatadora. pode ser imensa, mas não é nada quando comparada com o amor verdadeiro, com o amor que é amor. eu não sei explicar o que é o amor, mas quando penso na palavra vêm-me logo duas coisas à cabeça: a minha família e o Guilherme.
a paixão, por sua vez, é algo que nos aquece, que dá vida e desejo, é algo fugaz - porque ou fazes o que sentes ou passa o momento e não sabes se continuas a ter lugar- já o amor, é duradouro, é paciente e aceita falhas.
entre um e outro, eu escolho o que mais me acalenta o coração, que me deixa confortável e que me diz que por mais que eu falhe, estará sempre comigo - e pasmem-se- para me ajudar a ser melhor, porque não são os outros que interessam, somos nós os dois.
com erros e defeitos, estaremos sempre nós os dois.
nos dias bons e nos que são menos bons, nós os dois.
nos dias mais prósperos e nos dias mais pobres, nós os dois.
quando eu mostro para o mundo que estou bem, e ele sabe que não, nós os dois.
quando um precisa de força e o outro é uma força da natureza, nós os dois.
quando nada de bom acontece, nós os dois.
aprendi, não sozinha, que é preciso ser-se paciente quando o meu mundo girava a velocidade da luz; aprendi, embora não sozinha, que é preciso ceder porque "não vale a pena insistir nas zangas"; aprendi, com ele, que a alma deseja mais do que aquilo que os olhos acham bonito e assim passei a aceitar o que eu via no meu corpo como defeito e vi que ele me amava verdadeiramente, a nu e cru, com tudo o que eu não gosto em mim, ele gostava. será isso possível?!
não sei, mas acredito que tenha sido Deus, com todas as minhas rezas, que tenha colocado alguém no meu caminho para me iluminar, para não me fazer desistir, para mostrar que tenho muito mais para dar e que queira crescer comigo. alguém que aceite e que se dê com a minha família maluca e com o meu jeito nômade de ser. quando, cada vez mais, eu acreditava que não existia ninguém para ser o meu par - quando, apesar de a Fi dizer que para cada tacho existe um testo e eu me achar uma frigideira - apareceu alguém que se moldou e encaixou em mim aos poucos, à medida que eu me fui moldando e encaixando nele, com medo de o magoar, porque... porque, porra, nunca vi melhor pessoa na vida, e não o queria magoar e sei que sempre faço merda. são três anos e meio e ainda cá estamos, firmes e fortes ! não sei onde estaria e o que estaria a fazer se não estivéssemos juntos, pelo que agradeço aos céus por não termos desistido até hoje.
talvez tenha sorte, talvez esteja iludida. mas se for ilusão, será esta a mais forte e a mais maravilhosa que eu tive até então. e se um dia acordar do nosso conto de fadas, sei que serei uma pessoa mais fria e dura do que o que já fui até agora e para voltar a acreditar, será extremamente difícil, porque não se encontram dois "Guilherme's" na mesma vida e foi uma sorte tê-lo encontrado!
até agora e enquanto nos fizer bem .. vou te amar e guardar no coração para sempre, meu amor lindo.
o Guilherme entrou na minha vida quando eu mais me considerava dona de mim mesma - eu não precisava de ninguém, eu tinha quem eu quisesse, quando quisesse. Era um jogo demasiado simples para mim, do qual eu já conhecia as regras de cor e salteado!... e de repente, o amor! um novo jogo que eu pensava conhecer, mas do qual só tinha saboreado a paixão.
hoje eu sei que existe uma diferença entre amor e paixão. por mais intensa, louca e forte que seja a segunda, nunca será comparável com o amor.
tenho aprendido muito sobre amar e ser amada com o Guilherme. muito mais do que eu podia imaginar conseguir com os meus 23 anos de idade - que parecem tanto para certas coisas e tão pouco para outras.
a paixão pode ser arrebatadora. pode ser imensa, mas não é nada quando comparada com o amor verdadeiro, com o amor que é amor. eu não sei explicar o que é o amor, mas quando penso na palavra vêm-me logo duas coisas à cabeça: a minha família e o Guilherme.
a paixão, por sua vez, é algo que nos aquece, que dá vida e desejo, é algo fugaz - porque ou fazes o que sentes ou passa o momento e não sabes se continuas a ter lugar- já o amor, é duradouro, é paciente e aceita falhas.
entre um e outro, eu escolho o que mais me acalenta o coração, que me deixa confortável e que me diz que por mais que eu falhe, estará sempre comigo - e pasmem-se- para me ajudar a ser melhor, porque não são os outros que interessam, somos nós os dois.
com erros e defeitos, estaremos sempre nós os dois.
nos dias bons e nos que são menos bons, nós os dois.
nos dias mais prósperos e nos dias mais pobres, nós os dois.
quando eu mostro para o mundo que estou bem, e ele sabe que não, nós os dois.
quando um precisa de força e o outro é uma força da natureza, nós os dois.
quando nada de bom acontece, nós os dois.
aprendi, não sozinha, que é preciso ser-se paciente quando o meu mundo girava a velocidade da luz; aprendi, embora não sozinha, que é preciso ceder porque "não vale a pena insistir nas zangas"; aprendi, com ele, que a alma deseja mais do que aquilo que os olhos acham bonito e assim passei a aceitar o que eu via no meu corpo como defeito e vi que ele me amava verdadeiramente, a nu e cru, com tudo o que eu não gosto em mim, ele gostava. será isso possível?!
não sei, mas acredito que tenha sido Deus, com todas as minhas rezas, que tenha colocado alguém no meu caminho para me iluminar, para não me fazer desistir, para mostrar que tenho muito mais para dar e que queira crescer comigo. alguém que aceite e que se dê com a minha família maluca e com o meu jeito nômade de ser. quando, cada vez mais, eu acreditava que não existia ninguém para ser o meu par - quando, apesar de a Fi dizer que para cada tacho existe um testo e eu me achar uma frigideira - apareceu alguém que se moldou e encaixou em mim aos poucos, à medida que eu me fui moldando e encaixando nele, com medo de o magoar, porque... porque, porra, nunca vi melhor pessoa na vida, e não o queria magoar e sei que sempre faço merda. são três anos e meio e ainda cá estamos, firmes e fortes ! não sei onde estaria e o que estaria a fazer se não estivéssemos juntos, pelo que agradeço aos céus por não termos desistido até hoje.
talvez tenha sorte, talvez esteja iludida. mas se for ilusão, será esta a mais forte e a mais maravilhosa que eu tive até então. e se um dia acordar do nosso conto de fadas, sei que serei uma pessoa mais fria e dura do que o que já fui até agora e para voltar a acreditar, será extremamente difícil, porque não se encontram dois "Guilherme's" na mesma vida e foi uma sorte tê-lo encontrado!
até agora e enquanto nos fizer bem .. vou te amar e guardar no coração para sempre, meu amor lindo.
domingo, 28 de maio de 2017
fomos feitos um para o outro, só não estamos juntos. será? provável.. procuro o que tu tens, tu queres o que eu sou - no fundo sabemos que nos completamos, e encaixamos e combinamos da melhor maneira possível, mas...
nunca percebi porquê sempre tem de haver um 'mas...' que modifica tudo e impossibilita.
vamos tendo encontros e desencontros nesta vida. vamos envelhecendo, vamos mudando, vamos aprendendo a gostar de coisas do outro, vamos notando que afinal o outro não mudou assim tanto..
à conclusão nunca se chega, um ponto final não se põe quando alguém se despede com 'eternas saudades'. é cíclico, vicioso !
mas vejo o quanto poderíamos ter sido bons juntos.
nunca percebi porquê sempre tem de haver um 'mas...' que modifica tudo e impossibilita.
vamos tendo encontros e desencontros nesta vida. vamos envelhecendo, vamos mudando, vamos aprendendo a gostar de coisas do outro, vamos notando que afinal o outro não mudou assim tanto..
à conclusão nunca se chega, um ponto final não se põe quando alguém se despede com 'eternas saudades'. é cíclico, vicioso !
mas vejo o quanto poderíamos ter sido bons juntos.
sábado, 20 de maio de 2017
explicando a saudade
a saudade é uma palavra nossa - o idioma português tem destas particularidades - e é apenas uma palavra tão pequena, tão simples, que entra em poemas, em letras de músicas, em simples versos, ou é apenas dita sozinha e significa tanto!
Saudade dói, aperta e corroi o coração, por dentro - mesmo dentro do peito há uma sensação de falta. É sentir-se incompleto, partido e não inteiro ao mesmo tempo. Por mais que "incompleto, partido e não inteiro" signifique quase a mesma coisa, sente-se todas estas insuficiências em simultâneo. É dos sentimentos mais fortes, que movem pessoas! Ai a saudade... como é que tão poderosa! Como desconcentra mentes, tira forças, dá vontade de fugir...
Eu tenho saudades quase como se fosse uma doença crónica da qual jamais me vou livrar. Tenho saudades da minha mãe, do meu irmão, da minha família. E agora do meu namorado que foi embora há apenas algumas horas. A saudade é imensa e vai sempre aumentando, até que congela, porque afinal não se pode morrer de saudades ! (Sorte a minha).
Ter saudades de alguém, de algum momento da nossa vida, de um lugar é normal. Mas por que? Há dias ouvi uma música que não conhecia, de um cantor brasileiro, que dizia "se tá todo mundo mundo, por que é que tá todo mundo tão separado então?".
Buscamos coisas novas, distrações novas, pessoas para preencher esse vazio que eu referi, enchemo-nos de vícios para nos abstrair um bocado da realidade, aliviar a mente de modo a não perder a sanidade.
Saudade é uma filha da puta malvada. O que aconteceria se não existisse esse sentimento?
segunda-feira, 1 de maio de 2017
sobre perder tempo
Nos dias que correm, o tempo é um bem escasso, e a sua falta repercute-se nas relações pessoais e familiares, que são mais frias, sérias e rápidas - ligamos aos nossos parentes quase como por obrigação, obtemos a informação de que está tudo bem com eles e respondemos "por aqui também está tudo bem, graças a Deus..." e está feita a comunicação com a família;
cortamos também nas amizades - tanto as que já temos, como as que poderíamos fazer, mas que não fazemos porque não há tempo para sair, tomar um café, conhecer gente nova - menosprezamos os nossos amigos, ao deixa-los sempre para depois, até ao ponto em que nos apercebemos que a parte negativa de dizer "não" muitas vezes é que faz com que as pessoas deixem de pedir, e aqueles convites insistentes aparecem com menos frequência até que deixam de nos convidar para as coisas;
A falta de tempo também tem efeitos negativos na saúde - andamos sempre a correr de um lado para o outro, com os minutos todos contadinhos para não nos atrasarmos ao que nos comprometemos. Acontece-me, por vezes, estar a ler e ter a cabeça a pensar em mais 1001 coisas para além do conhecimento que estou a tentar obter com a leitura. Então vem o stress, vem os prazos a aproximarem-se, vem os dias que passam num instante e de repente já se passou mais um semana e ... ops! já estamos quase no verão. O stress é destas "doenças modernas" como a hiperatividade, mas não vejo como não andarmos assim se estamos sempre agitados, a pensar no que ainda há para fazer, é telemóveis, é computadores, são tablets e lá vamos nós a partilhar informação de um aparelho para o outro porque o importante é estar sempre contactável, a par de tudo e a trabalhar em todo o terreno. A cabeça não descansa, o corpo não tem descanso.. e assim vemos que nos falta tempo de ir a um parque, de fazer uma caminhada porque tudo o que queremos, no fundo, é "não fazer nada e descansar". As vezes é tudo o que eu quero, parar um bocado e desligar de tudo, fazendo literalmente nada. E a cabeça continua a chatear porque há coisas que devem ser feitas, não se deve deixar sempre tudo para o fim.. e lá se vai fumando cigarros e cada vez mais cigarros, porque a ansiedade assim o determina. E quando se arranja tempo de ir ao ginásio, sente-se esse fumo todo do tabaco nos pulmões que apertam. «Mas vá, não dês muito tempo de descanso entre os exercícios porque o teu treino leva muito tempo e NÃO TEMOS TEMPO PARA ISSO!!! Temos de sair daqui a correr, comprar pão, ir para casa fazer o jantar, estudar mais um bocado, dormir cedo, acordar as 7h, repete.» diz-me a minha consciência...
A escassez de tempo disponível faz com que as pessoas tomem, geralmente, decisões precipitadas e infundadas. Aceitamos o que nos dizem sem investigar, sem nos informarmos «vá, deixa assim e já fica feito», sem grandes fundamentos por trás da decisão.
Deixamos de ir a lugares e quando vamos, vamos carregados de livros - nem se usufruiu nem se aprende. Deixemos simplesmente de ir porque existe a crença de que o proveito vem depois do trabalho..
Deixa-se também de se fazer coisas simples (para pessoas com vidas mais sossegadas) como, ver televisão, por exemplo. Não me lembro de acompanhar uma novela há anos. Da televisão, vejo notícias, no telemóvel enquanto faço as minhas refeições.
As relações sexuais são frustrantes quando não correm como o expectável «fogo, perdi esse tempo todo para nada!» reclamo, por vezes, com o meu namorado, pobre rapaz.
O tempo corre e nós corremos com ele, ou pelo menos tentamos. Vemos a vida a passar num ápice. Vejo me a perder oportunidades por estar agarrada a certas coisas.
"Os homens perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem o dinheiro para recuperar a saúde. E por pensarem ansiosamente no futuro esquecem do presente de forma que acabam por não viver nem no presente nem no futuro. E vivem como se nunca fossem morrer... e morrem como se nunca tivessem vivido."
Recuso-me a ser assim também. Quero sentir a vida a passar e ter a sensação de que estou, de facto, a vive-la e não apenas a existir a pensar num futuro brilhante. Eu vou ter um futuro brilhante, mas também quero um presente que floresça e que me faça brilhar de felicidade, e não apenas a andar por aí a caminhar como um zombie.
domingo, 18 de setembro de 2016
Lisbon - Portugal
tenho visto o Programa do Porchat, e uma das perguntas que ele faz aos seus entrevistados é "qual a pergunta que você mais odeia que te façam?".
Então, a pergunta que eu mais odeio é "mas por que é que quiseste vir pra cá/ir para lá?"
como assim tem de haver um motivo? motivo tem de haver para não sair, decidir permanecer, ficar... mas enquanto não nos sentirmos plenos, temos de continuar a procurar, mergulhar em poços mais fundos, sentir o medo e a curiosidade a correr nas veias a cada nova esquina, a cada descoberta. eu respondo-lhes "PORQUE EU QUIS". mas não é só porque eu quis, porque querer eu também quero muitas outras coisas e ainda não as tenho, mas sim porque eu acho que esta cidade já há muito que estava a minha espera, e acho que é recíproco.
Então, a pergunta que eu mais odeio é "mas por que é que quiseste vir pra cá/ir para lá?"
como assim tem de haver um motivo? motivo tem de haver para não sair, decidir permanecer, ficar... mas enquanto não nos sentirmos plenos, temos de continuar a procurar, mergulhar em poços mais fundos, sentir o medo e a curiosidade a correr nas veias a cada nova esquina, a cada descoberta. eu respondo-lhes "PORQUE EU QUIS". mas não é só porque eu quis, porque querer eu também quero muitas outras coisas e ainda não as tenho, mas sim porque eu acho que esta cidade já há muito que estava a minha espera, e acho que é recíproco.
quarta-feira, 15 de junho de 2016
16 de junho de 2016.
ainda agora completei mais um ano.
ainda há pouco tempo estava ansiosa por o completar, algum tempo depois estava mais receosa e apreensiva - agora já sei porquê não gosto do meu aniversário. e depois, pronto, já era a data em que fazia 22 anos que eu tinha vindo ao mundo. e hoje, passou num ápice e eu nem me apercebi de nada. não há nada que mude. a faculdade é a mesma, a minha mãe continua a sustentar-me, o meu namorado é o de sempre, nada mudou - a não ser os prazos que eu tenho para fazer as coisas, que se tornam cada vez mais curtos. sinto de cresci, claro, é notório.
mas já está na hora de ser grande.
ainda há pouco tempo estava ansiosa por o completar, algum tempo depois estava mais receosa e apreensiva - agora já sei porquê não gosto do meu aniversário. e depois, pronto, já era a data em que fazia 22 anos que eu tinha vindo ao mundo. e hoje, passou num ápice e eu nem me apercebi de nada. não há nada que mude. a faculdade é a mesma, a minha mãe continua a sustentar-me, o meu namorado é o de sempre, nada mudou - a não ser os prazos que eu tenho para fazer as coisas, que se tornam cada vez mais curtos. sinto de cresci, claro, é notório.
mas já está na hora de ser grande.
domingo, 29 de maio de 2016
último domingo de Maio, 1º domingo da época de exames
acordo cansada, mas com a sensação de que dormir muito é perder tempo e tempo é coisa que eu tenho de menos. Acordo mas não sou eu. arrumo, mas não sou eu. como, mas não sou eu. acordo sozinha, e de modo automático, vou fazendo tudo o que tenho de fazer para ver se me abstraio desta sensação que está dentro de mim. Vejo me sozinha. Vejo me sem rumo.
Só me queria agarrar a algo e ver que o que estou a fazer é o correto. Sinto-me triste, acho que porque já me habituei a estar triste.
O domingo, para mim, é rude e solitário. Mas, por outro lado, não podemos estar sempre juntos porque assim não faço nada, deixo-me só estar contigo. Preciso de equilíbrio.
Os meus pais estão longe, a minha família ainda mais, o meu namorado está longe e os meus amigos.. eu é que estou longe deles.
Só me queria agarrar a algo e ver que o que estou a fazer é o correto. Sinto-me triste, acho que porque já me habituei a estar triste.
O domingo, para mim, é rude e solitário. Mas, por outro lado, não podemos estar sempre juntos porque assim não faço nada, deixo-me só estar contigo. Preciso de equilíbrio.
Os meus pais estão longe, a minha família ainda mais, o meu namorado está longe e os meus amigos.. eu é que estou longe deles.
quarta-feira, 18 de maio de 2016
18/5/16
podia ter ido embora, podia ter acabado antes com isto tudo, poderia até não ter vindo... e agora? o que estou a fazer neste amor meia-leca que não aquece nem arrefece, e que parece já não ter para onde evoluir. o que continuo a fazer aqui? como não consigo andar para a frente, sozinha? se de cada vez que olho, reparo que não faz mais bem, não tem mais futuro e não vai dar mais certo. porque se um dia foi mesmo para o ser, deixou. não sei como ou em que altura, mas se alguma vez foi para ser, perdemo-nos pelo caminho.
Algarve.
Algarve.
sexta-feira, 19 de junho de 2015
stand by.
ou modo de espera.
pus a minha vida, idade (que passa e eu só reparo quando já estou a chorar no dia dos meus anos), amigos, família em modo de espera, por tempo indefinido. dou por mim a pensar no quanto me dediquei a isto, de tal modo que não há outra coisa que eu faça da minha vida a não ser isto !
egoísmo, determinação? não sei.
ao fim de três anos, a minha mãe e o meu irmão vieram passar o meu aniversário comigo; a filha da minha amiga já nasceu há quase dois anos, a visita para a conhecer ainda está pendente.
o que é que eu ando a fazer da minha vida? ai de mim que depois me lembre de cobrar alguma coisa de alguém, que eu mesma hei-de reclamar comigo ! depois não admira que tenha a presença de meia dúzia de pessoas no meu funeral, quando tiver de ser..
pus a minha vida, idade (que passa e eu só reparo quando já estou a chorar no dia dos meus anos), amigos, família em modo de espera, por tempo indefinido. dou por mim a pensar no quanto me dediquei a isto, de tal modo que não há outra coisa que eu faça da minha vida a não ser isto !
egoísmo, determinação? não sei.
ao fim de três anos, a minha mãe e o meu irmão vieram passar o meu aniversário comigo; a filha da minha amiga já nasceu há quase dois anos, a visita para a conhecer ainda está pendente.
o que é que eu ando a fazer da minha vida? ai de mim que depois me lembre de cobrar alguma coisa de alguém, que eu mesma hei-de reclamar comigo ! depois não admira que tenha a presença de meia dúzia de pessoas no meu funeral, quando tiver de ser..
sábado, 14 de fevereiro de 2015
o propósito.
que na vida saem e entram pessoas diariamente é um facto, no entanto, há sempre ... a vida é um círculo fudido no qual caímos do nada e que se repete sempre e para sempre, como o ciclo de um círculo que se constrói repetidas vezes de forma constante. passa-se por coisa em que se põe em causa qual é o verdadeiro sentido. e se estivermos errados ? «a vida está cheia de escolhas difíceis,», dizem eles. a vida só deveria acabar se fosse pra acabar todo ela numa orgia, até que se desse o último suspiro, reencontrando aqueles "há sempre..." que acabam por ficar pelo caminho, pra tirar aquela filha-da-puta-de-dúvida que fica por trás da orelha e acabar de todo com aquele arrepio que se sente a cada investida.
sexta-feira, 29 de agosto de 2014
engana-se quem pensa que é amizade
Eu não deveria ter te ligado. Eu já o sabia antes mesmo de o fazer. Mas o whisky digitou o teu número por mim, não que já não o tivesse gravado no telemóvel, mas é que o meu inconsciente teima em fazer com que eu não me esqueça de cada algarismo do teu número de telefone, que é o único que eu sei, para além do da minha mãe!
Eram 4:47h de uma sexta-feira malvada, e eu tinha esperança de te encontrar ainda na noite, num bar ao lado, a caminho da minha casa, sei lá..
Com voz de sono, ouvi da tua boca palavras sussurradas como, já devias estar a dormir, esta vida não te leva a lugar nenhum... agora tenho de desligar, não a quero acordar, amanhã vamos para Londres, uma semana.
Londres ! Lembrei-me de todas as vezes que disseste que adoravas e que querias lá voltar, mas eu dizia que não, que não achava beleza nem encanto nenhum àquela cidade e que o clima era de constante nevoeiro ... tão mesquinha que eu fui. Agora vais para lá com outra pessoa que não eu, com quem fizeste planos de viajar o mundo !
Eu não deveria ter te ligado. Eu tinha a certeza !
Foi como um balde de água fria, fiquei sóbria de um momento para o outro! Não sei se voltaste a adormecer facilmente, ou se saíste da cama para fumar aquele pensativo cigarro... a verdade é que agora de ti eu já não sei quase nada, e nem tive a oportunidade de dizer o que eu queria: como é que estás ? Gostava imenso de saber como está a tua vida... sabes, um dia já fomos amigos.
Eram 4:47h de uma sexta-feira malvada, e eu tinha esperança de te encontrar ainda na noite, num bar ao lado, a caminho da minha casa, sei lá..
Com voz de sono, ouvi da tua boca palavras sussurradas como, já devias estar a dormir, esta vida não te leva a lugar nenhum... agora tenho de desligar, não a quero acordar, amanhã vamos para Londres, uma semana.
Londres ! Lembrei-me de todas as vezes que disseste que adoravas e que querias lá voltar, mas eu dizia que não, que não achava beleza nem encanto nenhum àquela cidade e que o clima era de constante nevoeiro ... tão mesquinha que eu fui. Agora vais para lá com outra pessoa que não eu, com quem fizeste planos de viajar o mundo !
Eu não deveria ter te ligado. Eu tinha a certeza !
Foi como um balde de água fria, fiquei sóbria de um momento para o outro! Não sei se voltaste a adormecer facilmente, ou se saíste da cama para fumar aquele pensativo cigarro... a verdade é que agora de ti eu já não sei quase nada, e nem tive a oportunidade de dizer o que eu queria: como é que estás ? Gostava imenso de saber como está a tua vida... sabes, um dia já fomos amigos.
sábado, 12 de julho de 2014
se soubesses o quanto eu passei para chegar até aqui, quero eu dizer, a ti. se eu soubesse o que eu ia ter de sorrir e de chorar até chegar a uma pessoa como tu e construir tudo o que temos agora, eu juro que se fosse necessário faria tudo outra vez. pra te ter, eu tive de conhecer a pior espécie de homens, eu tive de acordar várias vezes com a boca seca, a dor de cabeça e aquela falta de apetite que advém de noites em que pensamos que a felicidade está no fundo do copo, como eu costumo dizer, e assim pedia doses dupla de felicidade ao balcão ! quantas e quantas vezes pensei que ia morrer de amores, ou que não ia nunca mais querer ninguém, que gostava de ser solteira, ou que sexo não é amor mas é maravilhoso também... quantas vezes voltei a acreditar e a voltar a ficar desiludida com "o meu grande amor", quantas eu sonhei que um dia ia ficar com ele, quantas vezes fingi que não o conhecia, quantas vezes forcei mais o sorriso para que ele visse que eu estava óptima e que em nada me tinha abalado... quantas vezes eu pensei que um amor que só me trazia dor seria o meu grande amor... oh, meu amor, nem imaginas por quanto o meu coraçãozinho já passou... mas valeu tudo a pena, toda as experiências que eu tive só para que soubesse quando fosse realmente de verdade ! aquela amor tranquilo, que faz bem à alma e ao coração encontrei em ti, que fazes de mim uma pessoa melhor dia após dia, que revela coisas boas em mim que eu desconhecia, um amor tranquilo... tão diferente dos que vemos nos filmes, já te disse, que até chega a ser estranho haver tanta paz no meu mundinho onde tudo está sempre em caos . tanta felicidade que me colocas no peito e esperança, em mim, e em nós !
agora, sim ! agora percebo porquê nunca deu certo antes
domingo, 22 de junho de 2014
segunda-feira, 9 de junho de 2014
de um Amor
o meu Amor, é tão um amor puro, que quando ele sorrir, dá-me vontade de chorar . o meu Amor, é um amor tão inocente, que ontem pediu-me em casamento. não porque queria que nos casássemos já, mas porque queria que um futuro onde eu estivesse presente, onde pudéssemos fazer amor e ter um miúdo, e termos uma lareira para nos aquecer a nos e ao miúdo nas noites frias de inverno... o meu Amor, de tão simples que é, consigo olhar-lhe nos olhos e sentir-lhe alma ! de tão humilde que é o meu Amor, não discute, não reclama, não exige dos pais... coisa tão estranha no meu universo, que estou sempre em paz armada com os meus !! com ele, aprendi que a vida é bonita, porém, muito curta para perdemos tempos zangados... e que 1 minuto de birra são 60 segundos de felicidade perdida . aos primeiros de muitos quatro meses juntos, meu Amor !
terça-feira, 11 de março de 2014
sábado, 1 de março de 2014
as coisas que aprendi contigo .
descobri que os olhos falam ! não só falam como sorriem, ouvem, desejam, e amam .
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